uma página de contos. que invento .. ou não.

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diário de uma Irrealidade possível (XIV)

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Não acredito que saibam o que é. Não acredito que sintam como é. Às vezes apetece-me gritar e da garganta não sai um som, apetece-me chorar e sequei as lágrimas ao chorar de tanto chorar sobre tudo e sobre nada.
Às vezes olho à volta e vejo as pessoas preocupadas com tantas coisas que não nos deveriam exigir preocupações..
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Crescem a olhos vistos os meus filhos.
Adultos. Tão adultos que me assustam.
No outro dia alguém me disse que daqui a uns anos largos estas memórias deixariam de ser pesadas, dolorosas e doentias para passarem a fazer parte de uma nebulosidade algo difusa, pouco definida de quem olha para trás e tem mais motivos para sorrir do que para chorar.
Acredito nisso.
Acredito piamente nisso.
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