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diário de uma Irrealidade possível (VIII)

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Por vezes fazem-me perguntas pessoais. Não têm que o fazer, é bom mesmo é que não haja nada de pessoal na troca e no serviço. Carne por carne, sentir por não sentir. Mas por vezes fazem-me perguntas pessoais e eu fico sempre sem saber muito bem o que responder. Apelo à dó? À compaixão? Vêm-me à mente as frases cheias de significado com as quais fui criada e educada; A consciência é a única arma que tens para gostares de ti mesma, por exemplo, e concluo que neste momento odeio-me porque calei a minha.
Por vezes fazem-me perguntas pessoais. Como o número de filhos ou onde trabalho de dia ou se tenho o que comer. Acham-me sempre magra demais. Os filhos? Os meus filhos? Nunca falarei dos meus filhos a esta gente. Nunca.
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