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diário de uma Irrealidade possível (VII)

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Hoje perseguiram-me. Um bando de energúmenos rua fora, descalcei-me, corri que nem uma louca até à boca do metro, o coração a saltar-me pelas orelhas, pelo nariz, olhos embasbacados e as pernas a tremer. Perseguiram-me. Não sei o que teria acontecido se tivessem conseguido agarrar-me. Falei de novo com o advogado que o estado me atribuiu por não poder pagar um. Voltei a insistir que algo tem de ser feito, chamar à responsabilidade quem é realmente responsável. Ouviu-me em silêncio e pela enésima vez aconselhou-me a tudo fazer para pagar o que a minha incauta e confiante assinatura despoletou. Caso contrário ..
Perseguem-me.
De todos os lados.
O único lugar em que confio é o meu sofá branco. Imaculado. Resistente. Como eu própria já fui.
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4 comments:

  1. energúmeros, pois claro.
    mesmo (ou ainda) que lhe reserves um final feliz podes, por favor, dar-lhe uma boa notícia, um oásis?
    please...
    i'm loving it, you know

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  2. .. a vida não é feita de boas notícias Querida Amiga, não quando precisamos delas, pelo menos.

    (Obrigada)*

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  3. Ai minha linda, se calhar a culpa é desse sofá..digo-lhe eu como profissional que o branco tem muito pouco de imaculado.

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  4. A culpa morre solteira na maioria das vezes Querida Patti :) e este caso penso que não será excepção (não sei que ainda não lhe escrevi o final)
    Quanto ao branco .. se fizermos o teste do algodão ;)

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