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diário de uma Irrealidade possível (VI)

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No emprego não desconfiam de nada. Tenho de o manter intacto. E à tona da água suja onde todas as noites me afundo mais um pouco. Há noites em que acho que morrerei afogada na tristeza que me inunda, outras em que consigo manter a mente afastada de tudo, em que ajo como uma marioneta presa a milhentos fios que contra a minha vontade e querer me puxam, repuxam, magoam. No escritório continuo a fazer tudo como dantes. E a disfarçar as olheiras. Tenho obrigatoriamente de disfarçar as olheiras.
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2 comments:

  1. As olheiras têm sempre justificações, tristes ou alegres... :)

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  2. A sua origem sim Caro João :) a consequência será sempre uma mancha nada bonita

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